Agora vamos saber se Luciano Huck gosta do Brasil ou de dinheiro

setembro 30, 2019 FHCMarketing 0 Comments


Luciano Huck tem uma séria decisão a tomar: continuar a faturar milhões ou investir em uma ambiciosa (e arriscada) carreira política. O apresentador não esconde mais suas pretensões imodestas. Está articulando a viabilidade de sua candidatura à presidência da República em 2022 com o empenho que sempre dedicou a ser garoto-propaganda de todo e qualquer produto, com uma fúria arrecadatória jamais vista.
Todos sabemos que salário de presidente não paga nem quinze dias de hospedagem em Fernando de Noronha. Também não permite merchandisings ou permutas. Nem financiamentos para compras de jatinhos pelo BNDES o supremo mandatário pode pleitear. Vida dura se comparada a de um comunicador que faturar um bom punhado de fortunas por mês.
Huck quer se viabilizar como a terceira via de uma hipotética centro-direita civilizada. Algo como um Bolsonaro com camiseta polo e taco de golfe. Para os menos incautos, é a manjada parceria entre mercado financeiro e grandes corporações. Nada de novo no front. Mas não custa repetir a ladainha do sacrifício pessoal e da vocação de repaginar carros velhos sem trocar o motor e o motorista.
Democracia é o regime ideal para que comunicadores possam brilhar. Falar com as massas usando sapatênis e blusas de cashmere não é nenhuma novidade. E pobre gosta de votar em rico, sabe-se lá com que motivação inconfessável. Mas é uma roleta russa, as eleições. Tudo pode acontecer; o risco é alto.
Veremos de que matéria-prima é feito o marido da Angélica. De playboys, o cenário político está bem servido. De animadores de auditórios, também. O que faltam são estadistas. Não há marketing pessoal que forje um. Nem dinheiro.

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